Aristóteles e a política. Sobretudo, a felicidade.

26Aug09

Aristóteles coloca a política como a filosofia necessária para garantir a felicidade. É uma consequência natural do “ser”. Daí, “O homem é um animal político”. Contrapõe-se à ética, que seria o conjunto de códigos morais mantenedores da felicidade individual. A política serve ao bem comum, produto da cidade, da vida social, um meio para os homens se tornarem melhores. O filósofo salienta a importância das leis e dos sistemas de governo para a manutenção da felicidade – ao contrário de Platão, seu mestre, que se dedicava a proposição de mundos ideais.

“A Política (Politéia)” mostra como obter riqueza e, depois, como mantê-la, por meio das instituições e governos. O parâmetro para o Estado, segundo Aristóteles, é o bem comum, independente de seu sistema.  A monarquia poderá se degenerar em uma tirania, a aristocracia em uma oligarquia e a “politia” – sistema tido como o ideal – se degenera na democracia – sistema que aqui tem uma conotação pejorativa: é a tirania da maioria, em detrimento dos mais ricos.

O homem, para ser feliz, deve desenvolver sua moral por meio do Estado e pensar, sobretudo, no bem comum. A cidade, a política, o torna melhor. Ele conclui e postula que o sistema de governo ideal deve manter o equilíbrio entre ricos e pobres, com alguns homens seletos dotados de algum patrimônio governando em prol do bem de todos.

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