Em "O Espírito das Leis" Montesquieu analisa o direito como uma unidade dinâmica em profunda relação com as estruturas da vida humana e suas necessidades. Define, então, as leis, como sendo relações necessárias que derivam da natureza das coisas. É uma obra sobre a dinâmica do Direito. O homem, para o autor, não é senhor pleno do seu destino e pode apenas mudá-lo parcialmente porque só a parcela inteligente que compõe a mente humana é capaz de mudar as leis de Deus. Além de fatores naturais, como a tipografia de seu país, fatores da organização social, momento histórico e hierarquização política pode interferir em sua vida. Uma coletividade não pode decidir sobre si mesma sem considerar a estrutura social concretamente existente. Por isso, o interesse pelo Direito, A sociedade, a política.

Antes, as tentativas teóricas de considerar O Estado, a Sociedade e o Direito


Boas foi um dos primeiros a sistematizar e conceituar a moderna cultura. Seu principal trunfo foi entender a cultura como um sistema dinâmico, dotado de influências. Assim, estudou círculos regionais e como cada cultura inferferia na outra. Fez grande escola também na Universidade de Columbia. Foi mentor, por exemplo, de Gilberto Freyre, Ruth Benedict e Margareth Mead. Iniciou a escola de Antropologia denominada "Culturalismo" – que foi propagado por seus estudantes. Foi com os esquimós (inuit) que teve sua primeira pesquisa de campo em Antropologia.

O antropólogo que faria escola era entao físico e, daí, tirou a idéia da singularidade humana individual e cultural da percepção de fenômenos físicos. Fez tratados sobre a água e o som. Ficam, como legado, a idéia de estudar cada cultura de maneira singular, a crítica a uma concepção de cultura universal humana (evolucionismo). Também lutou contra o determinismo geográfico e biológico, colocando a diversidade humana como produto da interação dinâmica do indivíduo e sociedade.

Ajudou a colocar em desuso a superioridade ocidental e todas as teorias daí decorrentes. O principal objetivo era poder abstrair uma teoria que estudasse, por exemplo, como se dá a interação do indivíduo com sua cultura específica, ou seja, a partir do pleno entendimento do que os costumes significam para cada um de seus membros;e, porventura, inferir uma lógica que pudesse chegar a um consenso do que é o humano – ao contrário de comparações valorativas.


Aristóteles coloca a política como a filosofia necessária para garantir a felicidade. É uma consequência natural do “ser”. Daí, “O homem é um animal político”. Contrapõe-se à ética, que seria o conjunto de códigos morais mantenedores da felicidade individual. A política serve ao bem comum, produto da cidade, da vida social, um meio para os homens se tornarem melhores. O filósofo salienta a importância das leis e dos sistemas de governo para a manutenção da felicidade – ao contrário de Platão, seu mestre, que se dedicava a proposição de mundos ideais.

“A Política (Politéia)” mostra como obter riqueza e, depois, como mantê-la, por meio das instituições e governos. O parâmetro para o Estado, segundo Aristóteles, é o bem comum, independente de seu sistema.  A monarquia poderá se degenerar em uma tirania, a aristocracia em uma oligarquia e a “politia” – sistema tido como o ideal – se degenera na democracia – sistema que aqui tem uma conotação pejorativa: é a tirania da maioria, em detrimento dos mais ricos.

O homem, para ser feliz, deve desenvolver sua moral por meio do Estado e pensar, sobretudo, no bem comum. A cidade, a política, o torna melhor. Ele conclui e postula que o sistema de governo ideal deve manter o equilíbrio entre ricos e pobres, com alguns homens seletos dotados de algum patrimônio governando em prol do bem de todos.




Follow

Get every new post delivered to your Inbox.